Estamos
a meio do mês de maio. Falta sensivelmente um mês para se licenciarem milhares
e milhares de estudantes por todo o Portugal, eis que começa uma nova etapa da
vida, eis que começam os desafios. O bicho papão do mercado de trabalho chegou.
O que fazer? Onde procurar trabalho? Vou sair? Vou ficar?
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| Fonte: http://pautapariu.zip.net/ |
Estas
são apenas algumas das interrogações que passam pela cabeça de todos os
estudantes finalistas do ensino superior. As respostas não são fáceis. Felizmente
ainda temos no nosso país oportunidades para algumas áreas de estudo, mas são
só algumas… Apesar disso, hoje somos todos licenciados, em mais ou em menos
anos, Bolonha fez com que todos os estudantes acabassem mais tarde ou mais cedo
com um canudo nas mãos. E para acrescer ainda mais esta problemática temos a
Estratégia Europeia do 2020. Sim, aquela que diz que até 2020 os países
europeus têm de ter 40% da população entre os 30 e 34 anos licenciada. Portugal
ainda não chegou aos 30%.
Mas
isto é apenas um aparte. O objetivo deste texto é mesmo falar sobre o futuro
reservado para os jovens licenciados. Voltando um pouco atrás, o que fazer com
o canudo nas mãos? Na minha área do jornalismo oiço diariamente comentários do
género: “Não há lugar para jornalistas, o mercado está cheio, devias pensar noutra
coisa”.
O
mercado está cheio? Sim, talvez esteja, mas para os que são realmente bons
existem sempre vagas. Nenhum diretor de um jornal ou de uma televisão vai
deixar fugir um jovem que seja realmente bom e que tenha realmente potencial. Mas,
a meu ver, os bons não são aqueles que têm 18 a Semiologia e 20 a Modelos da
Comunicação, os bons são aqueles que quando entram no mercado de trabalho criam
coisas novas e diferentes, inovando e surpreendendo.
É
aqui que está a chave, um jornalista não pode apenas focar-se numa determinada
área, há que ser multi-task. Claro
que tem de ter uma especialização e saber marcar a diferença naquilo de que
mais gosta, mas hoje em dia, com o desenvolvimento dos media aliado à passagem
de todos os conteúdos para o on-line,
ninguém contrata uma pessoa que seja apenas boa numa coisa. Essa pessoa será
apenas mais um currículo ou apenas mais uma entrevista (se lá chegar) que é
deitada para o lixo.
E
é aqui que entra o título do meu texto, marcar a diferença. Há dias fui a um
casting para uma rádio e o que me aconselharam, mal entrei no edifício, foi:
“Arrisca, faz diferente”. Isto dito pela estagiária recentemente contratada. E
disse isto porquê? Porque é isto que os patrões querem ver, é isto que eles
querem ter, alguém que arrisque, alguém que não tenha medo de perder tudo numa
entrevista, tendo sempre ciente que esse arriscar pode também dar tudo a ganhar.
Enfrentar esse medo de perder tudo resulta em coisas novas, coisas diferentes,
coisas que se calhar o entrevistador nunca viu.
Porque
não ir a uma entrevista de emprego para um clube de ténis, equipado de tenista
com uma raquete na mão, desafiando o entrevistador a jogar? Porque não ir a uma
entrevista num jornal desportivo com uma edição de um jornal impresso nas mãos?
Porque não ir concorrer a uma vaga numa agência de comunicação e levar um plano
de comunicação para resolver, por exemplo, a pouca adesão que têm nas redes
sociais?
Não
querendo fazer o papel de sabichão, esta é apenas a opinião de mais um jovem
que está a um passo de se licenciar. Há que olhar em frente e arriscar, nunca
deitar a toalha ao chão, arriscar, arriscar e voltar a arriscar.
Porque
não? Pensem nisto, eu já estou a pensar.
Marco Ferreira
Estudante
Finalista de Jornalismo
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