Entretanto, surgiu a oportunidade e decidi inscrever-me no programa de estágios da AICEP – Inov Contacto. Na altura, não conhecia muito do programa: sabia que eram 6 meses e que ajudavam financeiramente. Esta última parte, foi decisiva para a minha decisão: ir para fora, entrar num mercado de trabalho diferente do nosso e sermos pagos para isso sem termos de pedir um empréstimo era tudo o que eu queria. A parte mais dificil seria o tempo longe da família e amigos (e é o que continua a custar mais, passados 3 anos). Quanto ao trabalho, não me podia ter calhado trabalho melhor: implementar o departamento financeiro em Maputo de uma empresa portuguesa da área de informática. É um trabalho que gosto imenso de fazer não só pelos colegas mas pelo desafio que me é colocado diariamente.
Após todos estes anos, olho para Portugal como um destino a longo prazo. É lá que quero voltar um dia mais tarde mas também sei que este ainda não é o momento.
Para todos aqueles que pensam em emigrar para Moçambique, há alguns aspectos que convém terem em atenção:
- A comida e o alojamento são, geralmente, mais caros que em Portugal;
- Não há uma rede de transportes "normal";
- Há bastantes entraves à contratação de estrangeiros. Para cada estrangeiro contratado, têm de ser cerca de 10 moçambicanos (claro que não funciona assim em todas as empresas);

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